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Conjuntivite reaparece e preocupa população

conjuntivite

Os casos aumentaram no Brasil. No último mês, houve um aumento dos casos de conjuntivite em várias cidades do país.

Somente no estado de São Paulo, foram notificados neste ano 14.252 casos referentes a surtos da doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

Existem basicamente três tipos de conjuntivite: Conjuntivite viral, Conjuntivite bacteriana e Conjuntivite alérgica.

Existem também outras formas de conjuntivites, como aquelas de origem neoplásica, irritação provocada por lentes de contato ou induzida por alguma substância (xampu, cloro de piscina, fumaça, sujeira, medicamentos, etc.).

Neste artigo, porém, vamos nos ater às formas bacteriana, viral e alérgica.

Viral

É a forma mais comum de conjuntivite, normalmente causada por um vírus chamado Adenovírus. Pode vir acompanhada por outros sintomas de virose, tais como febre, dor de garganta e sinais de infecção respiratória, semelhantes a um resfriado.

A conjuntivite viral é extremamente contagiosa, sendo transmitida através de mãos contaminadas por secreções oculares. A conjuntivite viral é tão contagiosa que se um paciente coçar os olhos e tocar em um objeto, outras pessoas podem se contaminar através deste.

Ao contrário do que muita gente pensa, a conjuntivite não costuma ser transmitida pelo ar. Ao ver uma pessoa com conjuntivite, você não precisa sair correndo para longe dela. Basta que não tenha contato direto com ela ou com objetos manuseados pela mesma.

conjuntivite
Reprodução

Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana é bem menos comum que a conjuntivite viral. A transmissão da conjuntivite bacteriana se dá da mesma maneira que a conjuntivite viral, ou seja, através do contato com secreções contaminadas.

Na forma bacteriana, porém, espirros e tosse são pouco comuns e a transmissão acaba ficando restrita mesmo ao contato pessoal. Partilhar toalhas e dividir a mesma cama são situações de elevado risco.

É bom salientar que apesar de os sintomas da conjuntivite serem quase que exclusivamente oculares, a bactéria ou vírus podem estar por toda a pele, sendo possível a contaminação das suas mãos com um simples contato com a roupa da pessoa infectada.

Ao contrário da forma viral, a conjuntivite bacteriana precisa de colírios com antibióticos para melhorar (falarei sobre o tratamento mais adiante).

Conjuntivite alérgica

A alérgica ocorre quando os olhos entram em contato com alguma substância presente no ar que cause irritação. A inflamação da conjuntiva ocorre por uma reação alérgica a uma destas substâncias, que podem ser, por exemplo, pólen, poeira, pelos de animal, mofo, etc.

A conjuntivite alérgica não é transmissível. Quem tem a alérgica não precisa se ausentar da escola ou do trabalho. Também não é necessário separar toalhas, talheres ou roupas de cama.

A forma alérgica se difere da bacteriana e viral pelo intensa coceira ocular que causa. Muitas vezes, outros sintomas alérgicos, como espirros e coriza nasal, também estão presentes.

conjuntivite
Reprodução

Prevenção

As conjuntivites virais e bacterianas são contagiosas e passam facilmente de uma pessoa para outra. Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de transmissão da conjuntivite.

Não compartilhe toalhas, roupa de cama ou talheres
Não durma na mesma cama
Evite contato muito próximo, tipo abraços e beijos
Lavar as mãos com frequência
Evite coçar os olhos. Se o fizer, lave as mãos antes e depois

Óculos escuros ajudam na sensibilidade à luz, mas não previnem a transmissão.

Mesmo com todos os cuidados, ainda assim o contágio pode ocorrer. As conjuntivites, principalmente as virais, são muito contagiosas e, se houver contato próximo, invariavelmente a pessoa que divide o mesmo teto acaba se contaminando também.

Sintomas

Os primeiros sintomas costumam ser ardência, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos e “colamento” das pálpebras ao acordar. Em pouco tempo, os olhos tornam-se vermelhos e uma secreção purulenta pode surgir (excesso de remela), principalmente na forma bacteriana.

Outros sintomas comuns são a coceira nos olhos, dor, inchaço nas pálpebras e fotofobia (intolerância à luz forte). Em geral, exceto pela fotofobia, não há outras alterações na capacidade visual.

O paciente sente muito incômodo nos olhos, mas continua enxergando bem.

A conjuntivite costuma iniciar-se em um dos olhos, sendo comum a contaminação do outro após alguns dias.

ApVale News: Aline Felix com MEDSaúde, Ministério da Saúde

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