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Consumo de bebidas energéticas por menores preocupa

Consumo de bebidas

Ao longo dos últimos anos o consumo de bebidas energéticas e bebidas esportivas se popularizou entre crianças e adolescentes.

Uma pesquisa norte-americana, mostrou que 31% dos adolescentes com idades entre 12 e 17 anos consomem bebidas energéticas à base de cafeína.

A título de comparação, na mesma pesquisa, mas com foco em jovens e adultos, de 18 a 24 anos, 34% desse público consome o mesmo tipo de bebida.

As bebidas esportivas são os isotônicos, que possuem na sua composição carboidratos, minerais e eletrólitos.

Já os energéticos são fabricados a base de estimulantes, como café e guaraná, além de substâncias como ginseng taurina, creatina e carnitina.

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Estudo sobre consumo de bebidas energéticas

O Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um estudo acerca do consumo desses produtos pelos jovens.

A Sociedade Brasileira de Pediatra alerta que estudos mais profundos e complexos sobre o consumo da cafeína ainda não foram feitos em crianças e adolescentes.

Portanto, não se sabe se os efeitos buscados por adultos para o consumo da substância também são proporcionados em jovens.

Além disso, vale ressaltar que entre os efeitos da cafeína no organismo estão: taquicardia, aumento da pressão arterial, insônia, alteração do humor e da atenção e ansiedade.

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Regulamentações para consumo de bebidas energéticas

De acordo com a Academia Americana de Pediatria, o consumo de bebidas esportivas deve ser evitado ou restringido para menores de 18 anos, por conta do alto conteúdo de carboidratos, que pode contribuir para o excesso de peso.

Se forem consumidas, a ingestão deve ocorrer durante a prática de atividade física vigorosa, quando houver necessidade imediata de reposição de carboidratos e eletrólitos.

No caso dos energéticos, devido ao seu conteúdo estimulante, a Academia não considera apropriado para crianças e adolescentes.

Em 2011, o Comitê de Nutrição da Academia Americana de Pediatria em conjunto com o Conselho de Medicina esportiva, publicou um relatório com base na preocupação com o aumento do consumo de bebidas energéticas por crianças e adolescentes.

O documento mostrou que esse aumento ocorreu por vários motivos, entre eles o sabor agradável, a sede e desejo de energia extra para prática de esportes.

Mistura de bebidas energéticas e bebidas alcoólicas

Ainda existe uma preocupação quanto a mistura de bebidas energéticas e bebidas alcoólicas, principalmente destiladas, por adolescentes, devido a uma redução dos efeitos depressores do álcool, justamente pela ação da cafeína no córtex cerebral.

No Brasil está em tramitação no Congresso Nacional o projeto de lei (PL 455/15) que proíbe a venda, a oferta e o consumo de bebidas energéticas para menores de 18 anos.

Na proposta, os estabelecimentos que comercializam produtos energéticos ficam obrigados a informar sobre a proibição prevista na lei, caso ela entre em vigor.

Por Apvale.News – Robson Soares com Br 61

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