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Consumo digital: o fenômeno que movimenta bilhões

Consumo digital: Com R$ 161 bilhões de faturamento, o e-commerce brasileiro cresceu 26,9% em comparação ao ano de 2020 e bateu recordes em 2021, apontou o estudo da Neotrust, empresa responsável por monitorar 85% do e-commerce do país.

A estimativa para 2022 é de que esse número chegue a 83,7 milhões de compradores. Outro indicador muito importante para a loja virtual é o ticket médio.

O levantamento da associação projetou crescimento de R$450 em 2021 para R$460 em 2022.

Do vários segmentos, o e-commerce alimentar é o que mais fica devendol. A temporada de balanços dos varejistas do segmento, como Carrefour e GPA, comprovam isso.

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Divulgação

Contexto e desafios do Consumo digital no varejo alimentar

Em todo o mundo, o segmento de consumo que apresenta menor penetração do digital é o varejo alimentar.

Mesmo nos países com os maiores índices de digitalização do varejo e de sua população, como Coreia do Sul, China, Taiwan e Inglaterra, a penetração das compras online de alimentos mostra números baixos e muito inferiores à média do varejo nesses países.

No Brasil, a participação do digital na categoria é ínfima e muito abaixo da penetração total do e-commerce no varejo que deve fechar 2022 na casa dos 10% e 13%.

Consumidores não adquiriram o hábito de comprar alimentos online

Esse fenômeno de baixa penetração do digital em alimentos pode ser explicado tanto do lado da demanda quanto do lado da oferta.

Do lado da demanda, mesmo com a pandemia, os consumidores ainda não adquiriram o hábito de comprar alimentos online.

Preferem escolher os produtos presencialmente por causa da validade e do frescor do FLV (frutas, legumes e verduras). Eles têm a percepção de que na loja há mais promoções.

A experiência de compra nas plataformas ainda não é boa, em grande parte pelo desafio de listar dezenas de milhares de itens ao consumidor, além da incidência de frete em muitos varejistas, que ainda espanta os consumidores.

Já do lado da oferta, os varejistas não têm muitos incentivos para aumentar sua capacidade e infraestrutura para expansão nos canais digitais.

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Digital Mídia

Baixa demanda de consumo digital

Além da baixa demanda por parte dos consumidores, o alimentar é o segmento que apresenta uma das menores margens na última linha no varejo (há pouco espaço para “queimar” dinheiro em novos canais, frete grátis etc.).

Além disso, tem uma das maiores complexidades logísticas (compras com muitos itens e com baixo valor agregado individualmente, itens não uniformes que dependem de mão de obra para sua seleção, logística que precisa operar em três temperaturas, dificuldade em logística reversa, quebras mais altas etc.).

Com todos esses fatores, ficam claros os motivos pelos quais os grandes varejistas e atacadistas brasileiros do segmento alimentar hesitaram e ainda hesitam em investir nos canais digitais.

Construa que eles virão

Mesmo com a conjuntura, a temporada de balanços do 2º trimestre de 2022 das varejistas que operam no alimentar foram surpreendentes para o canal digital.

O Carrefour, maior varejista do Brasil em faturamento, passou a investir com maior intensidade no alimentar digital durante a pandemia, expandiu sua infraestrutura.

A empresa alterou o layout das lojas Hiper para suportar as vendas nesse canal, expandiu sua política de frete grátis e ampliou as lojas que oferecem a modalidade clique e retire.

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Divulgação

Crescimento

O resultado desses investimentos mereceu destaque no balanço da companhia, que apontou no 2º trimestre de 2022 um crescimento de 4,1 vezes contra o mesmo período de 2021 da venda online de alimentos na modalidade 1P, com venda de R$ 805 milhões.

A penetração da empresa foi de 5,7% das vendas do varejo. Ainda mais surpreendente foi que o maior contribuinte para tal crescimento foi o Atacadão, uma vez que o formato atacarejo, ainda explora de forma incipiente os canais digitais.

Outro dado bastante interessante é que a modalidade clique e retire (compra online e retira na loja) representou 43% das vendas digitais, mostrando uma altíssima adesão do consumidor.

Por Apvale.News – Robson Soares

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