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Consumo: Está mais barato comer fora do que em casa?

Consumo

Consumo: No acumulado dos últimos 12 meses até julho a inflação no setor de alimentação para o consumo dentro de casa, foi mais do que o dobro da alimentação fora do lar.

Trata-se de um dos maiores índices na história desse indicador. E isso tem explicação.

A inflação para os alimentos consumidos fora do lar foi de 7,6% no período mencionado, enquanto para os alimentos consumidos no lar foi de 17,5%, uma diferença de 9,9 pontos percentuais.

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Onde vou comer?

A conta de luz, gás e outros insumos usados pelos supermercados influenciam nos números, mas uma combinação bombástica de três fatores: inflação, real desvalorizado e oferta e demanda – são as principais responsáveis.

No extremo, num raciocínio forçado, poderia ser dito que, em termos relativos, ficou mais barato alimentar-se com o que é feito fora do lar do que com o que é comprado e preparado no lar.

Essa diferença está se ampliando nos últimos meses e é estrutural. Tem a ver com o fato de que alimentos em si, os produtos usados na preparação das refeições, representam, em média, 30% do custo total.

Os outros 70% são outros custos, especialmente serviços, mão de obra, aluguel, água, luz, entre outros, incluindo a margem e dependem dos diferentes conceitos entre restaurantes, fast-food, bares, casual dining, delivery etc.

Enquanto isso, para os alimentos comprados em supermercados, conveniência, atacarejos, feiras, mercearias e outros, o custo do alimento em si fica entre 70% e 80%.

Já a parcela de outros custos e margem envolvidos oscilam entre 20% e 30%.

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Preço dos alimentos e bebidas no alto…

O preço dos alimentos e bebidas já subiu 9,83% nos primeiros sete meses de 2022, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual é mais do que o dobro da inflação do período medida pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA): 4,77%

Com as pressões envolvendo a situação econômica nos últimos anos, apesar da recuperação do emprego, houve redução da renda real da população, como consequência do crescimento da inflação.

Também foram realizados investimentos significativos para a melhoria da eficiência e produtividade nos setores envolvidos com a alimentação fora do lar, incorporando mais tecnologia, revendo processos e buscando alternativas para se tornarem mais competitivos.

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Consumo x Inflação dos alimentos, como explicar?

Como resultado, apesar do aumento elevado da inflação dos alimentos, que também impacta o setor de alimentação fora do lar, o impacto é menor na ponta dos alimentos preparados fora do lar pela redução dos custos dos serviços e outros nos diversos formatos, canais e alternativas existentes.

A inflação dos alimentos deve desacelerar no segundo semestre, puxada, principalmente, por uma redução de custos agropecuários com ração, adubos e combustível, avaliam especialistas ouvidos pelo g1.

Contudo, o arrefecimento de preços deve ser lento e apenas em relação ao início do ano.

Se olharmos a série histórica do comportamento da inflação de alimentos preparados dentro e fora do lar – hoje, vamos perceber que existe uma tendência de que o que é preparado fora do lar seja mais baixa do que é comprado para ser preparado e consumido no lar.

Por Apvale.News – Robson Soares

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