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Obesidade: Como saber se está acima do peso?

Obesidade

Obesidade: Um estudo conduzido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP) propõe um novo tipo de classificação para a obesidade.

Com uma terminologia mais simples, o foco não é substituir as terminologias adotadas hoje, mas acrescentar e simplificar o acompanhamento de pacientes em processo de controle de peso.

A proposta apresentada pelos médicos no estudo, publicado na The National Center for Biotechnology Information, é que a obesidade de pacientes em acompanhamento clínico para redução de peso seja classificada em “reduzida” ou “controlada”.

Um dos profissionais que participaram do estudo, o endocrinologista Marcio Mancini, aponta que as classificações sugeridas são baseadas no peso máximo do paciente.

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“Propomos uma nova classificação da obesidade baseada no peso máximo atingido em vida (MWAL), do inglês maximum weight attained in life.

Nesta classificação, os indivíduos que perdem uma proporção específica de peso são classificados como tendo obesidade “reduzida” ou ‘controlada’”.

Além da proposta, os médicos que participaram da pesquisa também apontam que uma perda de peso considerada modesta, a partir de 5%, durante o acompanhamento clínico já traz melhoras clínicas.

O objetivo é que as pessoas com obesidade e os profissionais que as acompanham se concentrem na manutenção de peso em vez da redução.

Obesidade no Brasil

De acordo com dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), mais da metade da população brasileira estava acima do peso, com 57% dos respondentes com sobrepeso.

O índice subiu mais de 10 pontos percentuais desde o início da pesquisa, realizada anualmente desde 2006. Naquele ano, o índice foi de 43%.

Um estudo publicado em março deste ano pela World Obesity Federation aponta que o número de pessoas obesas no mundo tende a aumentar.

Apenas no Brasil, a previsão é de que a obesidade atinja 29,7% dos adultos brasileiros em 2030. O número equivale a cerca de 47 milhões de brasileiros.

 

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Classificação pode ajudar no tratamento

A psicóloga bariátrica Débora Gleiser, integrante do Grupo de Estudo das Cirurgias de Obesidade e Metabólicas (GECOM), em Porto Alegre (RS), aponta que essa classificação pode, sim, ajudar no tratamento de pacientes com sobrepeso e obesidade, mas ressalta que casos mais graves têm mais dificuldade em manter o peso estável, por se tratar de uma doença crônica.

Débora Gleiser também aponta que há, sim, muito preconceito em torno da obesidade e que esse preconceito pode vir também de profissionais de saúde.

“Existe muito preconceito com a obesidade hoje em dia, a famosa gordofobia, e que não vem só do leigo. Que, infelizmente, às vezes vem até de profissionais da saúde. E eu culpo a falta de entendimento do todo da obesidade”, aponta ela.

Por Apvale.News – Robson Soares com Br61 e SBEM-SP

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